.: Abril 2011
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um blog, aqui. uma peça, atualmente em cartaz. um filme, em algum lugar do futuro. músicas e sentimentos, em toda parte.

terça-feira, 26 de abril de 2011

#eusougay

Música Para Cortar os Pulsos apoia, incentiva e promove o projeto #EuSouGay.

(para saber mais, veja AQUI).








Itapetininga


- um final de semana precisa de muito, mas muito mesmo para ser melhor do que esse!

- as horas não teatrais foram passadas na es-pe-ta-cu-lar propriedade da família Altério, cuja hospitalidade é igualmente difícil de ser equiparada.

- num inédito vai-e-vem, Guilherme Gorski esteve na sexta, Victor Mendes esteve no sábado e Fábio Lucindo compareceu para aprender o papel de Felipe, que assume em breve.

- em termos de público, Itapetininga nos redimiu de Piracicaba, com dois dias de casa lotada, grupos escolares predispostos, fãs ávidos, um excelente bate-papo e um teatro de instalações impecáveis.

- público total aproximado (em duas sessões): 460 espectadores


um palco para encenar 'Rei Lear'

varas completamente silenciosas


da série "nós não trabalhamos com Photoshop":





e da série "o paraíso dos Altério ou Gargolândia":









*

e a volta das (muitas) manifestações de afeto!












PIRACICABA


- uma cidade linda, de onde dá pena de ir embora;

- muitos peixes (e chiclete de camarão!) à beira do rio;

- noites de chuva e um público escasso e difícil.

- total aproximado de espectadores (nas duas sessões): 125



fábrica de frases musicais

figurinos

palco...

... e plateia

uma produtora aprendendo a operar o som

Especial Peixes (mas precisava vir tudo frito?)

Chiclete de Camarão

uma coisa meio 'Os Heróis Trapalhões'...

ou seria Foz do Iguaçu?

é muito amor [1]

é muito amor [2]

fim.



[e dessa vez, não houve nenhum comentário espontâneo sobre a peça postado em redes sociais]


fim.

sábado, 9 de abril de 2011

O Salto

por ANTONIO PRATA


A gente não tem como saber se vai dar certo. Talvez, lá adiante, haja uma mesa num restaurante, onde você mexerá o suco com o canudo, enquanto eu quebro uns palitos sobre o prato -- pequenas atividades às quais nos dedicaremos com inútil afinco, adiando o momento de dizer o que deve ser dito. Talvez, lá adiante: mas entre o silêncio que pode estar nos esperando então e o presente -- você acabou de sair da minha casa, seu cheiro ainda surge vez ou outra pelo quarto –, quem sabe não seremos felizes? Entre a concretude do beijo de cinco minutos atrás e a premonição do canudo girando no copo pode caber uma vida inteira. Ou duas.

Passos improvisados de tango e risadas, no corredor do meu apartamento. Uma festa cheia de amigos queridos, celebrando alguma coisa que não saberemos direito o que é, mas que deve ser celebrada. Abraços, borrachudos, a primeira visão de seu necessaire (para que tanto creme, meu Deus?!), respirações ofegantes, camarões, cafunés, banhos de mar – você me agarrando com as pernas e tapando o nariz, enquanto subimos e descemos com as ondas -- mãos dadas no cinema, uma poltrona verde e gorda comprada num antiquário, um tatu bola na grama de um sítio, algumas cidades domesticadas sob nossos pés, postais pregados com tachinhas no mural da cozinha e garrafas vazias num canto da área de serviço. Então, numa manhã, enquanto leio o jornal, te verei escovando os dentes e andando pela casa, dessa maneira aplicada e displicente que você tem de escovar os dentes e andar ao mesmo tempo e saberei, com a grandiosa certeza que surge das pequenas descobertas, que sou feliz.

Talvez, céus nublados e pancadas esparsas nos esperem mais adiante. Silêncios onde deveria haver palavras, palavras onde poderia haver carinho, batidas de frente, gritos até. Depois faremos as pazes. Ou não?

Tudo que sabemos agora é que eu te quero, você me quer e temos todo o tempo e o espaço diante de nossos narizes para fazer disso o melhor que pudermos. Se tivermos cuidado e sorte – sobretudo, talvez, sorte -- quem sabe, dê certo? Não é fácil. Tampouco impossível. E se existe essa centelha quase palpável, essa esperança intensa que chamamos de amor, então não há nada mais sensato a fazer do que soltarmos as mãos dos trapézios, perdermos a frágil segurança de nossas solidões e nos enlaçarmos em pleno ar. Talvez nos esborrachemos. Talvez saiamos voando. Não temos como saber se vai dar certo -- o verdadeiro encontro só se dá ao tirarmos os pés do chão --, mas a vida não tem nenhum sentido se não for para dar o salto.



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quinta-feira, 7 de abril de 2011

Curitiba



- ser uma peça entre mais de 300... não é fácil estar no maior Festival de Teatro do país!

- tratamento esplêndido, do hotel às refeições, passando pela simpatia e prestatividade de Ricardo Philippi, nosso 'receptivo' (que, como se não bastasse, tinha esse nome). é fácil estar no maior Festival de Teatro do país...

- Novelas Curitibanas, um teatro aconchegante, confortável, bonito e com a relação palco-plateia perfeita para nosso espetáculo (queremos uma sala como essa em SP!).

- público total de aproximadamente 80 pessoas.


sala de almoço

cena 1 - nomes





uma convidada muito especial

cena 7 - disfarces

colocando o cinto

espectadores

quando Mayara pega a câmera

quando Isabel pega a câmera

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e as manifestações espontâneas: