.: referências
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um blog, aqui. uma peça, atualmente em cartaz. um filme, em algum lugar do futuro. músicas e sentimentos, em toda parte.

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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Deixe-me Entrar

depois que Gabriel Shimoda disse que nossas recomendações são válidas, um filme de uma beleza literalmente dilacerante. uma história de amor de cortar jugulares, muito mais que pulsos.

(esse está atualmente em cartaz - Blue Valentine, a postagem anterior, com o mau título de Namorados Para Sempre, estreia no Brasil somente em 10 de junho):


quarta-feira, 10 de novembro de 2010

'a dimensão histórica de uma paixão cotidiana'

Guardava as mensagens como outros guardam fotografias, mechas de cabelo, bolachas de chope, entradas de teatro, cartões de embarque ou postais de países estrangeiros, relíquias em que os amantes vez por outra se abstraem, a fim de recordar a dimensão histórica de uma paixão cotidiana, ou então para revitalizá-la, para avivar seu calor quando, estancada num remanso de languidez, tende a se confundir com um horizonte de puras repetições.

Alan Pauls, "O Passado".

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Música Para Quando As Luzes Se Apagam, por Pete Doherty:

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

escritos

De início, Rímini considerou-as oferendas de amor e se sentiu lisonjeado. Redigidas quase sempre no verso de um papel já escrito, como pedidos de ajuda ou mensagens clandestinas, tinham algo de jóias domésticas, o encanto de um artesanato sentimental, ansioso e conjuntural, que comove tanto por suas perspicácias quanto por suas negligências. Assim que as encontrava, Rímini sentia a urgência de lê-las, réplica tardia da urgência que Sofía teria experimentado ao escrevê-las, e para saborear aquelas frasezinhas intempestivas era capaz de abrir uma boca de fogão e esquecer de acendê-la, interromper um trabalho pela metade, parar no meio do cruzamento de uma avenida ou deixar flutuando no ar, com a descortesia clássica dos apaixonados, a pergunta que alguém lhe fizera há pouco. Cada mensagem era um bálsamo, um jorro de felicidade, a pequena dose com que uma droga absoluta, o amor que sentia por Sofía, revitalizava seu vício quando Rímini menos esperava. Ou quando o hábito - e a ausência momentânea de Sofía - o levara a acreditar que poderia abster-se dela. O que o comovia não era o fato de encontrá-las, e sim o fato de que elas, infalíveis, sempre o encontravam, atravessando e vencendo, como mensageiros suicidas todos os obstáculos que o mundo interpunha entre ele e Sofía. Sempre as lia de imediato, às vezes nas situações mais arriscadas, quando qualquer distração podia prejudicá-lo ou deixá-lo em perigo. Mas ele se achava invulnerável: as cartas - e, sobretudo, essa nuvem deliciosa em que o envolviam - eram sua couraça e seu antídoto.


Alan Pauls - "O Passado"


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segunda-feira, 6 de setembro de 2010

diário de ensaios #24

JOGO DE CENA #1:





JOGO DE CENA #2:



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e mais um mês com Pina:

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

quinta-feira, 22 de julho de 2010

diário de ensaios #6


terça, a compulsividade e violência de Nome Próprio, com invenção de personagem (e personalidade), escolhas que são álibis, o sujeito fraturado e do qual a entrega absoluta de Leandra Leal é a melhor sensação a se reter.

"ninguém vive a paixão impunemente"






teve também o delicioso choque de gerações de Pauline na Praia, toda a argúcia Rohmeriana organizada em torno de erros dignos de uma 'comédia de portas'. e uma personagem ensurdecedoramente lúcida do alto de seus 15 anos de idade:

segunda-feira, 19 de julho de 2010

sophie calle

"Sim, está fora de questão que nos encontremos. E você entenderá que eu queira estabelecer a maior distância possível entre mim e você. Não haveria razão para (re)iniciar o que somente seria uma prolongação de nossas despedidas."

diário de ensaios #5

em lugar de Amor À Flor da Pele, Embriagado de Amor:



e, nele, a habilidade do roteiro de Paul Thomas Anderson, a meticulosa investigação fotográfica sobre fontes (e incidência) de luz, o uso superconsciente da trilha sonora, a lógica descomprometida que fomenta situações dramáticas surpreendentes e instigantes, personagens alentadores em seus extravasamentos tão humanos.

e "eu queria amassar sua cara com um martelo".

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em Amores, a erupção de sinceridade emocional dos personagens e textos de Domingos Oliveira e o permanente entusiasmo de vê-lo em cena, banhado pelo humor cáustico, a tristeza feliz e a alegria triste, na busca de uma comédia romântica possível.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

diário de ensaios #4

as questões rondando Conto de Verão são tantas e tão espirais (em suas profundidades e complexidades) que não conseguiríamos listá-las.

mas fica uma sensação: gostamos muito da Margot! (e, essa, desculpem, mas é preciso ver o filme para saber...)

além, é claro, de reafirmarmos o diretor Eric Rohmer como um grande mestre. grande, grande mestre.

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amanhã, veremos Macbeth, no teatro (para beber em outro mestre).

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e sábado voltamos aos filmes com a seguinte dobradinha:



quarta-feira, 14 de julho de 2010

diário de ensaios #3

depois das muitas delicadezas, do piano, da fotografia sutilmente bela, do comedimento estético encantador, dos pequenos movimentos mudos cheios de discurso e da "pureza" dos sentimentos de Passagem Azul, amanhã beberemos direto na fonte dos grandes mestres:


terça-feira, 13 de julho de 2010

diário de ensaios #2

De Canções de Amor, entre tantas coisas que devem ficar (a fluidez dos sentimentos, amores e ações, a dissolução das barreiras de gênero sexual, as ambiguidades e indefinições, as problematizações da vida, a captura de uma juventude urbana esperta, sabida, multireferencial, pernóstica e arrogante mas no fundo frágil e suscetível) a música que talvez mais brilhe seja esse belo embate entre o entusiasmo e a desilusão:




e para amanhã, teremos no cardápio:

domingo, 11 de julho de 2010

diário de ensaios #1

em dois dias, os sentimentos que viraram blog começam pra valer a virar peça, com uma maratona de 10 filmes em duas semanas.

o que buscamos? inspiração, diálogo, imagens, movimentos, luzes, sombras, tons, nuances, sentimentos e música.

nosso começo é aqui:

domingo, 9 de agosto de 2009

alice

- por que mesmo quando você tá perto você tá longe, Alice?

- eu tô perdida (eu tô perdida).

- eu te amo.

(através do vidro)

segunda-feira, 25 de maio de 2009

movimento III

das possibilidades de o amor ser movimentos de corpos, hematomas e um certo tanto de agressão.