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um blog, aqui. uma peça, atualmente em cartaz. um filme, em algum lugar do futuro. músicas e sentimentos, em toda parte.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

diário de ensaios #24

JOGO DE CENA #1:





JOGO DE CENA #2:



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e mais um mês com Pina:

diário de ensaios #23

músicas do dia:


1) Hoje Mesmo, por Nando Reis

A única certeza que eu tenho é absurda pois a dúvida sustento: porque não me mudar pro seu apartamento, hoje mesmo?




2) Worried Shoes, por Karen O

Every step that I take is another mistake, I march further and further away in my worried shoes




3) Sapato Novo, por Los Hermanos

como se a alegria recolhesse a mão pra não me alcançar



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CENA 9 - Decepções:

sábado, 4 de setembro de 2010

diário de ensaios #22

  • tateando novos espaços (de ensaio)



  • Grão de Amor, por Arnaldo e Marisa



- esse é o Beckett ou Brecht?



- Beckett.



- eu queria uma cena de cortar os pulsos.



- um amigo meu um dia me disse que a dinâmica dos encontros na vida é queném o cubo mágico...

(um verdadeiro) diário de ensaios (#21)

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Ricardo

(primeiro a música, depois o texto)




Isabela,

hoje eu quis beijá-lo mais do que nunca. olhar em seus olhos, fazer vê-lo o quanto eu gosto dele. "como se nascesse ali um amor absoluto pelo homem que eu vi". hoje eu quis abraçá-lo e encostar meu corpo no dele e dizer-lhe palavras bonitas e sinceras. hoje eu quis fazê-lo sentir-se amado (porque aqueles olhos irresistivelmente carentes me dizem que talvez ele jamais tenha sido de verdade, para cortar os pulsos). hoje eu quis que ele nunca mais saísse do meu lado e quis que minha vida se conectasse à dele, quis saber tudo o que eu ainda não sei e quis saber mais e por mais tempo, quis fazer mais e mais parte. "coisas a se transformar para desaparecer e eu pensando em ficar a vida a te transcorrer..."

(ele encosta em mim, geralmente no meu braço. e eu nunca sei o que fazer.)

eu mostro a ele um relicário com todos os melhores tesouros singelos que eu consegui reunir. "poderia lhe entregar meu coração, alma vida e até minha atenção". mas ele olha de longe, quando olha. tem medo de descobri-lo. e eu vou ficando sem forças para segurar o relicário e triste de sentir que não terei disposição de tentar fazê-lo por mais tempo.

hoje eu quis dizer para ele: "você pensa que é fácil?"

você pensa que é fácil?

você pensa que é fácil?

eu acho que ele sabe que não é. mas tem um jeito atordoante de convencer a si mesmo (como se quisesse convencer a mim) de que talvez possa ser.

e eu morrendo devagar, em silêncio, pelo caminho, entre uma esquina e outra.

se você achar meu coração perdido pela cidade, devolva-me.


seu,

R.


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