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um blog, aqui. uma peça, atualmente em cartaz. um filme, em algum lugar do futuro. músicas e sentimentos, em toda parte.

domingo, 26 de julho de 2009

mapas

não tenho ainda novos mapas, ando para frente um pouco sem rumo. não conheço mais os caminhos, eu que sempre te expliquei os caminhos, e não há guia de ruas que me salve.

ficções da memória

hoje senti você se estraçalhar no ar dentro de mim em forma de uma canção estranha e linda que flutuava meus ouvidos.

senti vontade de te escrever uma carta imensa.

senti vontade de verbalizar textualmente uma porção de sentimentos ocultos sob as cortinas gastas e pesadas das lembranças.

mas tudo acabou junto com a canção.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

astronauta diz pra mim cadê você, bailarina não consegue mais viver...

segunda-feira, 25 de maio de 2009

movimento III

das possibilidades de o amor ser movimentos de corpos, hematomas e um certo tanto de agressão.

terça-feira, 28 de abril de 2009

segunda-feira, 27 de abril de 2009

estudo de sentimento nº 01

por T. Ledier


Existem pessoas que, quando chegam, causam como uma explosão cósmica dentro da gente. É um encontro que faz nascer, no mais profundo, uma nova galáxia onde antes não havia a não ser a escuridão de desconhecer aquela sensação. E então, ali, brota uma ânsia, um desespero de contar essa nova descoberta para o outro. Um desespero para que o outro sinta essa explosão e divida com a gente o espanto desse surgimento inesperado. Mas parece que contar não é o bastante: o outro pode entender esse acontecimento, mas entender é pouco diante de tanto espanto: é preciso que ele também o sinta. Mas o outro é incapaz de sentir o que se passa no nosso de dentro. E sempre parece que o outro tem, no máximo, um telescópio que o permite observar essa galáxia espantosa, mas não possui uma grande, bela e potente nave-espacial que lhe permita viajar por ela toda, vivendo-a e descobrindo-a em todos os seus planetas, estrelas, satélites, poeira e buracos-negros.

E passamos a viver, então, como se engolidos por uma massa escura que devora, pouco a pouco, essa nova galáxia, e apaga as estrelas que brilhariam e encantariam e até alimentariam a própria esperança de que alguma delas se cansasse de brilhar e, fazendo-se caída, nos permitisse fazer um pedido que realizasse a presença concreta desse explorador-amante-de-novas-galáxias. Mas parece que a física, a química, a filosofia e os corações continuam mesmo sem saber como explorar outras galáxias. Ou, como um Pessoa disse: 'Que há de alguém confessar que valha ou que sirva? O que nos sucede, ou sucedeu a toda a gente ou só a nós; num caso, não é novidade, e no outro não é de compreender.